Acabei de voltar dessa loucura. Meu coração ainda bate forte. Cheguei a Lisboa de jet privado, o cheiro de couro novo e champanhe Dom Pérignon no ar. Ele me levou direto pro Algarve, villa isolada com vista pro mar. Piscina infinita, lençóis de seda egípcia, o calor da noite portuguesa envolvendo tudo. Eu, nua na suíte master, o perfume Creed Aventus dele misturado ao jasmim do jardim.
Há meses trocava mensagens com Rafael, mestre do nawa-do. Começou inocente, fotos de nós simples. Depois, mais ousadas, cordas roçando meus seios. Ele me guiou, paciente. ‘Sente a tensão perfeita’, dizia. Aprendi shinju, matanawa, sozinha. Hoje, na villa, decidi: auto-suspensão. Ele sabia o dia. ‘Estás pronta, minha deusa?’
A Chegada ao Paraíso e a Tentação das Cordas
Nu, respiração profunda. A corda áspera contra a pele macia, seios apertados, saltando. Passei os nós: peito, quadris, pernas. O ar condicionado gelado arrepiando, suor perolando. Fixei no teto reforçado da suíte. Puxei. Dedos dos pés no mármore frio. Balanço leve, corpo flutuando. Meu sexo latejava, molhado. Imaginei Rafael ali, olhos famintos.
Chave na porta. Ele, meu amante, volta cedo com ‘um amigo’. ‘O que é isto?’, ri baixo. Congelo. Cordas apertam. O improviso com fio de seda da cortina falha. Caio de lado, yoko tsuri, exposta. Coração explode. ‘Não olhes…’, murmuro. Mas ele se aproxima, perfume familiar. O amigo? Silêncio. Toque leve nas coxas. ‘Deixa-nos ajudar, amor.’ Voz de Rafael? Impossível.
O Êxtase das Cordas e dos Corpos Entrelçados
Olhos vendados com echarpe de cashmere. Mãos quentes deslizam. Uma chupa meus mamilos duros, língua rodando. A outra abre minhas pernas, dedos no clitóris inchado. ‘Estás ensopada’, sussurra. Gemo. ‘Fode-me.’ Pica rígida pressiona minha cona. Entra devagar, preenchendo. O outro roça pau na minha boca. Chupo guloso, gosto salgado novo. ‘Assim, puta linda.’
Trocam. Rafael? Meu amante me penetra forte, bolas batendo. O outro na garganta, fodendo fundo. Giro no ar, cordas mordendo. ‘Mais rápido!’, exijo. Dedos no cu, língua na buceta. Gozo gritando, contrações apertando o caralho dentro. Ele explode, porra quente jorrando na matriz. O outro na boca, engulo tudo, gemendo.
Desligam-me devagar. Braços dormentes, marcas vermelhas na pele. Abraços ternos, beijos. ‘Sabias que era eu?’, Rafael ri. Meu amante sorri: ‘Planeamos tudo.’ Champanhe gelado na boca, corpos suados na cama king size. Sinto-me rainha. Privilégio puro: luxo, entrega, prazer selvagem. Nunca mais o mesmo. Quero mais cordas, mais paus, mais noites assim. Algarve guarda meu segredo.