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A Noite em Que Ele Me Fez Sua na Varanda

— Não para agora, por favor. Continua exatamente assim.

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Minha voz saiu rouca, quase um gemido abafado, enquanto os dedos dele deslizavam devagar pela parte interna da minha coxa. Estávamos na varanda do apartamento dele, no décimo andar de um prédio novo no centro de Lisboa, com as luzes da cidade piscando lá em baixo como se nos espiassem. O ar da noite de junho ainda estava quente, mas a brisa que subia do rio Tejo fazia minha pele arrepiar. Ou talvez fosse só ele. O Carlos. Meu novo vizinho de ginásio que, há três semanas, tinha passado de “bom dia” educado a “vou te foder até tu esqueceres o teu nome”.

Eu tinha saído de casa depois de uma discussão estúpida com o meu marido sobre contas e horários de férias. Precisava de ar, de vinho, de qualquer coisa que não fosse o tédio de sempre. Acabei no terraço comum do prédio, com um copo de tinto na mão e o telemóvel a vibrar com mensagens que ignorei. Foi aí que ele apareceu, descalço, de calções de desporto e t-shirt justa, o cabelo ainda molhado do duche. Sorriu como quem já sabia que eu ia acabar ali, encostada ao parapeito, com o vestido leve subido até à cintura.

— Tu estás molhada desde que me viste no elevador ontem, não estás? — murmurou ele ao meu ouvido, enquanto dois dedos grossos entravam em mim sem pedir licença. Soltei um suspiro longo, agarrei-me ao ferro frio da varanda e abri mais as pernas. O som molhado dos seus dedos a entrarem e saírem ecoava no silêncio da noite. Lá em baixo, um carro buzinou. Eu sorri, imaginando o que diriam os vizinhos se soubessem que a mulher do 8.º andar estava a ser dedada pelo vizinho do 9.º como uma puta barata.

Carlos tirou os dedos, levou-os à boca e lambeu devagar, olhando-me nos olhos. Depois agarrou-me pelo cabelo, puxou-me para trás e enfiou a língua na minha boca. Senti o meu próprio sabor misturado com o dele. Beijei-o com fome, mordi-lhe o lábio inferior enquanto a minha mão já procurava o volume enorme que empurrava o tecido dos calções. Quando o libertei, o pau dele saltou pesado, quente, com uma veia grossa que pulsava contra a minha palma. Era maior do que eu esperava. Grosso. Perfeito.

— Quero-te dentro de mim. Agora — pedi, virando-me de costas para ele e empinando o rabo. O vestido subiu completamente. Não trazia cuecas. Tinha-as tirado no elevador, antes de subir, como uma adolescente excitada. Senti a cabeça grossa do caralho dele a roçar na minha entrada encharcada, a pressionar, a abrir-me devagar. Quando entrou de uma vez, até ao fundo, gritei. Um grito curto, abafado pela mão dele que tapou a minha boca imediatamente.

— Calada, que ainda acordas o prédio todo — riu-se baixinho, mas não parou. Começou a foder-me com força, as ancas batendo contra a minha bunda com um som seco e obsceno. Cada estocada fazia os meus seios balançarem por baixo do vestido fino. Agarrei-me ao parapeito com as duas mãos, as unhas cravadas no metal, enquanto ele me comia como se tivesse esperado anos por aquele momento. A cidade inteira aos nossos pés e eu ali, aberta, molhada, gemendo o nome dele como uma oração suja.

De repente parou, saiu de dentro de mim e virou-me de frente. Ajoelhou-se, levantou uma das minhas pernas por cima do ombro dele e enfiou a língua toda na minha cona. Lambeu, chupou, mordeu o meu clitóris inchado até eu começar a tremer. Gozei pela primeira vez ali mesmo, de pé, com a boca dele colada a mim, os meus fluidos a escorrerem pelo queixo dele. As pernas quase me falharam. Ele segurou-me, levantou-se e beijou-me novamente, fazendo-me provar o meu próprio gozo.

— Ainda não acabei contigo — disse, sentando-se numa das cadeiras de ferro do terraço e puxando-me para cima dele. Sentei-me devagar, sentindo cada centímetro daquele pau grosso a abrir-me novamente. Comecei a cavalgar, devagar primeiro, depois cada vez mais rápido. Os meus seios saltavam contra o tecido do vestido. Ele puxou-o para baixo, libertou-os e chupou-os com força, mordendo os mamilos enquanto eu rebolava o rabo contra as coxas dele. O som dos nossos corpos a baterem um no outro misturava-se com os meus gemidos e os grunhidos roucos que ele soltava.

— Quero que me enchas toda — sussurrei ao ouvido dele, acelerando o ritmo. — Quero sentir o teu esperma a escorrer-me pelas pernas quando voltar para casa.

Carlos agarrou-me as ancas com força, cravando os dedos na minha carne, e começou a subir o rabo da cadeira, fodendo-me de baixo para cima com violência. Senti-o inchar ainda mais dentro de mim. Ele gemeu alto, mordeu o meu ombro e gozou. Jatos quentes, longos, profundos. Senti cada pulsação, cada esguicho a encher-me. Gozei outra vez, contraindo-me à volta dele, ordenhando-o até à última gota.

Ficámos assim um tempo, eu ainda sentada em cima dele, o caralho meio mole ainda dentro de mim, o esperma a começar a escorrer pela minha coxa. Ele acariciava as minhas costas por baixo do vestido, beijava o meu pescoço com calma agora. A brisa do rio trouxe o cheiro de maresia misturado com o cheiro de sexo que pairava no ar.

Quando finalmente me levantei, senti o líquido quente a correr pelas minhas pernas. Sorri, puxei o vestido para baixo, dei-lhe um beijo lento na boca e sussurrei:

— Amanhã à mesma hora. E traz cordas. Quero que me amarres ao parapeito enquanto me comes por trás.

Desci as escadas com as pernas a tremer, o sabor dele ainda na boca, o rabo dorido e a cona cheia. O meu marido estava a ver televisão quando entrei. Dei-lhe um beijo na testa, disse que tinha ido dar uma volta e fui directamente tomar banho. Enquanto a água caía, passei os dedos entre as pernas, senti o esperma dele ainda a sair de mim e sorri sozinha no escuro.

Tu não imaginas, querida, o quanto preciso de te contar isto pessoalmente. Quando nos virmos para o café na próxima semana, vou levar o vestido que usava essa noite. Ainda tem o cheiro dele. E talvez, se estiveres com disposição, te conte os pormenores que não escrevi aqui… aqueles em que ele me virou de bruços no chão da varanda e me fodeu outra vez, até eu implorar que parasse. Porque, entre nós, nunca paramos realmente.

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